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BULLYING: Exclusão e Agressão aos "Diferentes"


 Quando a diferença de um indivíduo não  é aceita pelos demais e isso passa a ser motivo de implicação, é hora de ficar atento a todos os por menores. Mas quando essas situações se tornam corriqueiras, causando constrangimentos excessivos e o ambiente em que se forma é a sala de aula, um caso de bullying pode estar instaurado nesse meio.
Bullying é um termo em inglês que significa implicar, humilhar, excluir, perseguir, fazer pouco caso de outra pessoa. A diferença principal entre o bullying e as brincadeiras de mau gosto já conhecidas, é que no novo termo a intimidação, xingamento e implicação são contínuos, sempre com a mesma pessoa.
Os personagens são basicamente os mesmos: o grandão que senta no fundo da sala, intimidando o “diferente” da primeira fila. O que chama a atenção é que essa intimidação, que começa verbalmente, logo passa para o campo das agressões físicas, acarretando conseqüências na saúde física e psicológica de quem sofre o bullying. Segundo uma recente pesquisa realizada no Brasil, pela ONG Plan, os casos de bullying independem da classe social, acontecem mais nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, entre a faixa etária dos 11 aos 15 anos.
Os indícios de bullying são detectados a partir do momento em que algum jovem percebe uma alteração ou até dificuldade em outro, que possa torná-lo diferente do grupo. Gagueira, estrabismo (conhecido como vesguice), etnia, orientação sexual, obesidade e orelhas em abano são as características mais apontadas dentro da sala de aula. Os professores, psicólogos e pedagogos precisam estar preparados para lidar e combater essa prática que se torna cada vez mais comum no país. Para superar o bullying é necessária uma explanação para os jovens, esclarecendo que as deficiências não podem servir de mangação ou chacota, visto que se trata, às vezes, de problemas de saúde.
A Pedagoga e Orientadora Social Roberta Soares, que trabalha com adolescente em proteção social, sentiu receio de discutir a temática, de início, com os jovens. Segundo ela, o medo era que o “tiro saísse pela culatra”, e os jovens quando conhecessem o bullying passassem a adotar suas práticas, para aparecerem. O típico comportamento adolescente. Mas ao longo do trabalho, Roberta percebeu que as intimidações e até as agressões em suas turmas diminuíram consideravelmente, principalmente quando ela falou sobre as penalidades legais atribuídas aos praticantes do bullying.
Os desafios enfrentados ao longo da educação de um jovem são árduos. É imprescindível o acompanhamento psicopedagógico e de socialização entre todos, sempre visando a boa convivência e lembrando que as pessoas podem ser diferentes, mas o respeito deve ser igual para todas.